Saúde Bucal

O que é osseointegração?

POR Castell-Odonto - Dia 05 de maio de 2015

A implantodontia é uma das técnicas mais modernas para se fazer a reabilitação oral. Antes do uso dos implantes, a reabilitação oral era realizada por próteses convencionais, do tipo removível, fixa ou total. A osseointegração é a união física do implante osseointegrado com o osso receptor. Na osseointegração, observou-se que o titânio era o material mais indicado na confecção de implantes pelas suas propriedades físicas e biológicas.


No sistema Bränemark de implantes, formado por componentes de titânio, o implante é em forma de parafuso, de cobertura, transmucoso, cilindro e parafuso de ouro (BRÄNEMARK et al., 1977). Remover!


O sucesso da osseointegração de um implante pode ser avaliado por meio de parâmetros clínicos e radiográficos. São indicativos de êxito a ausência de mobilidade clínica detectável; ausência de sintomatologia dolorosa ou outras sensações subjetivas; ausência de infecção peri-implantar recorrente e ausência de radiolucidez contínua peri-implantar após 6 a 12 meses da carga.


Para que um tratamento com implantes osseointegráveis seja bem-sucedido é de extrema importância que se realizem exames adequados no PACIENTE além de uma anamnese criteriosa, a fim de se descobrir alterações de saúde e fatores de risco geral. Só após esta fase realiza-se o planejamento adequado para o paciente.


Em relação à saúde geral, uma contraindicação médica para tratamentos com implantes osseointegráveis é rara. Porém, existem várias alterações sistêmicas que podem contraindicar esta cirurgia, assim como qualquer outra cirurgia óssea. Dentre estas alterações as mais significativas são: pacientes com histórico de infarto, insuficiência cardíaca, valvulopatias, câncer desenvolvido, hemofilia, anemia, osteoporose, diabetes e AIDS.


Além destes, existem outros fatores que merecem especial atenção, como gravidez, alcoolismo, tabagismo severo e uso de drogas. Seja qual for a alteração encontrada, o cirurgião dentista implantodontista deve estar apto a reconhecer a alteração, seja pelo histórico médico do paciente ou por exames complementares, e encaminhar o paciente ao médico.


Apesar de não ser um fator de contraindicação, a idade do paciente também deve ser levada em consideração nesta análise, já que em jovens se espera que a recuperação e cicatrização sejam mais eficazes. Quanto mais idoso o paciente, maior deve ser a atenção em relação às alterações de metabolismo já citadas, e, caso haja alteração sistêmica, o procedimento cirúrgico de implantodontia deve ser adiado até que a alteração seja normalizada.


Não há uma idade limite máxima para colocação de implantes osseointegrados, mas existe sim uma idade mínima recomendada, que é considerada nos jovens, após o final da fase de crescimento ósseo. A colocação de implantes antes do término da fase de crescimento ósseo pode, inclusive, impedir o desenvolvimento normal do complexo craniofacial, levando o paciente a problemas futuros de desarmonia das bases cranianas (más-oclusões).


A solicitação de exames laboratoriais é rotina no período pré-cirúrgico. Exames básicos para qualquer cirurgia, como hemograma, coagulograma e glicemia são essenciais para se diagnosticar alterações significativas que contraindiquem a cirurgia de implantes. Para alguns casos específicos outros tipos de exames devem ser solicitados, como os eletrocardiogramas para pacientes cardíacos.


Espera-se que um implante não perca sua capacidade de osseointegração quando colocado em função, seja no momento em que a osseointegração está sendo formada, seja quando a cicatrização esteja completa.


Segundo o guia de tratamento da Internacional Team Implantology, o tempo em que uma prótese é colocada sob um implante pode ser classificado em:


Restauração protética imediata: restauração ocorrida até 48 horas após a instalação de um implante sem contatos oclusais;


Carga imediata: restauração protética realizada em até 72 após a instalação do implante com contato oclusais;


Carga precoce: restauração protética é feita entre o segundo dia e terceiro mês da instalação do implante;


Carga convencional: restauração realizada após 3 a 6 meses da instalação do implante;


Carga tardia: restauração realizada após 6 meses da colocação do implante.