Saúde Bucal

10 hábitos errados que podem prejudicar a sua escova de dentes

POR Castell-Odonto - Dia 22 de agosto de 2018

Escolher uma boa escova é fundamental para ter uma boa higiene bucal, mas não basta caprichar na hora da compra e não seguir alguns cuidados com ela no decorrer do uso. Por isso, é preciso ficar de olho em alguns hábitos errados que podem prejudicar a escova de dentes.

O armazenamento incorreto, a falta de limpeza da escova e até mesmo uma técnica de escovação inadequada são atitudes que podem diminuir o tempo de vida útil desse acessório e favorecer a transmissão de doenças. Conheça os hábitos que você deve evitar:

1. Deixar a escova de dente exposta

Guardar a escova de dente em cima da pia ou dentro do box a deixa sujeita à contaminação pelas bactérias existentes em um banheiro (especialmente quando a escova fica próxima ao vaso sanitário ou à lixeira) e pelos fungos que se devolvem em função da umidade.

Por isso, é recomendável guardar a escova dentro de um armário ventilado, de forma a protegê-la desses microrganismos.

2. Dar descarga sem fechar a tampa do vaso

Como a água da descarga sofre uma grande pressão, cria-se um aerossol com microrganismos e partículas que se espalham pelo banheiro, contaminando as escovas de dente que estiverem expostas e qualquer outra superfície.

Por isso, é importante manter a escova longe do vaso, em um local protegido, e dar descarga sempre com a tampa fechada. Para melhorar ainda mais esses cuidados, mantenha o vaso fechado entre os usos.

3. Usar protetor de cerdas ou porta-escova de dentes inadequados

Embora as capinhas que cobrem as cerdas ou todo o corpo da escova de dente ajudem a evitar a contaminação por bactérias do ambiente, elas também podem prejudicá-la por favorecer o acúmulo de umidade e o desenvolvimento dos fungos.

Dessa forma, é necessário limpar o protetor de cerdas ou o porta-escova todos os dias, primeiro enxaguando esses acessórios em água corrente e depois aplicando um antisséptico bucal, que ajuda a eliminar parte dos microrganismos prejudiciais.

4. Não limpar a escova depois do uso

Esquecer-se de limpar a escova de dente faz com que ela acumule saliva, pasta de dente, restos de alimentos e bactérias, que serão colocados novamente em sua boca no próximo uso e podem causar diversas doenças.

Por isso, depois da escovação, deixe a escova embaixo da água corrente por alguns segundos e bata-a na beirada da pia para remover a umidade. Além disso, é recomendável deixar as cerdas de molho em antisséptico bucal por 20 minutos uma vez ao dia.

5. Guardar a escova de cabeça para baixo

Mesmo batendo a escova de dente na pia para remover o excesso de umidade, é muito difícil que ela esteja completamente seca logo após o uso. Dessa forma, guardá-la com cabeça para baixo favorece a retenção de gotículas de água, propiciando a proliferação de fungos e bactérias.

Portanto, procure sempre guardar sua escova com a cabeça para cima, de modo que a água que ficou presa entre as cerdas possa escoar com mais facilidade.

6. Deixar as janelas do banheiro sempre fechadas

A falta de ventilação no banheiro é o principal fator para o surgimento do mofo, que pode aparecer nas paredes, no teto, no box, no rejunte e também na sua escova de dente.

Sendo assim, é importante abrir as janelas, principalmente depois do banho, para permitir que o ar circule e elimine a umidade em excesso, evitando a proliferação dos fungos.

7. Usar muita força na hora de escovar

Além de causar lesões na gengiva e aumentar a sensibilidade dos dentes por desgastar o esmalte, utilizar muita força na hora da escovação é um hábito que acelera a deformação das cerdas da escova, reduzindo seu tempo de vida útil.

Por isso, lembre-se de que uma boa higienização não é feita com força, mas sim com técnicas adequadas – ou seja, movimentos suaves e circulares para massagear a gengiva e movimentos de vaivém na parte de trás e superior/inferior dos dentes.

8. Compartilhar a escova de dente e guardá-la junto com outras

Utilizar a escova de dente de outra pessoa ou permitir que alguém utilize a sua, mesmo que seja filho, marido ou esposa, é um hábito prejudicial porque promove uma troca de bactérias e pode transmitir doenças.

Algo semelhante acontece quando as escovas da família são guardadas juntas e suas cerdas se tocam, pois isso permite que os microrganismos passem de uma para outra e causem uma contaminação cruzada. Lembre-se de que uma bactéria inocente para o seu organismo pode oferecer perigo para o organismo de outra pessoa e vice-versa.

9. Usar a escova de dente por mais tempo que o recomendado

A maior parte dos dentistas recomenda a troca da escova de dente a cada três meses ou quando suas cerdas começarem a se abrir, mostrando sinais de desgaste – o que acontecer primeiro.

Quando essa recomendação não é seguida, a escova perde sua eficácia devido à deformação das cerdas e passa a acumular muitas bactérias, oferecendo riscos à saúde de forma geral.

10. Não trocar a escova depois de ter uma doença infecciosa

Outro momento em que se deve fazer a substituição da escova de dente é depois de doenças como gripes, resfriados e infecções de garganta ou da cavidade bucal, pois os microrganismos causadores desses problemas podem ter ficado alojados entre as cerdas.

Nesse caso, por se tratar de transmissores de doenças, a limpeza com água corrente e antisséptico bucal pode não ser suficiente para eliminar todas as ameaças, de forma que é mais recomendável trocar a escova por uma nova.

Além de eliminar esses hábitos errados que podem prejudicar a escova de dentes, é fundamental ter uma rotina de escovação adequada e visitar o dentista pelo menos a cada seis meses. Dessa forma, você fica com o sorriso mais bonito, previne doenças bucais e protege sua saúde como um todo.

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