Saúde Bucal

Quais são os estágios da gengivite? Saiba como ela pode ser tratada

POR Castell-Odonto - Dia 17 de setembro de 2018

A inflamação da gengiva é um problema muito comum, mas que pode levar à perda de um ou mais dentes se não for tratada. A vermelhidão e o sangramento são características da fase inicial, mas os outros estágios da gengivite trazem problemas bem mais sérios.

Quanto antes a pessoa procurar o dentista, mais simples será o tratamento. Portanto, é imprescindível ficar atento aos sintomas dessa inflamação.

O que é gengivite?

Gengivite é uma inflamação que afeta a região da gengiva localizada na borda dos dentes. Sem tratamento, essa condição pode se agravar, evoluir para periodontite e atingir o osso que dá suporte à arcada dentária, resultando na perda dental.

A gengivite é causada pelo acúmulo de microrganismos em toda a cavidade oral, que dá origem a um filme incolor que gruda ao redor dos dentes. Esse filme é conhecido como placa bacteriana e precisa ser removido diariamente por meio da escovação e do uso do fio dental.

Quando a placa bacteriana não é removida corretamente, os ácidos produzidos pelos microrganismos causam uma irritação na região da gengiva que está ao redor dos dentes, deixando-a mais suscetível a inflamações e infecções que podem atingir áreas mais profundas.

Estágios da gengivite

A inflamação da gengiva apresenta três estágios, que se diferenciam pelos sintomas e pelo grau de comprometimento dos tecidos ao redor dos dentes. Saiba mais sobre eles:

1. Gengivite

A gengivite propriamente dita é o primeiro estágio da inflamação, que acontece quando há um acúmulo de placa bacteriana na região da gengiva que está na margem dos dentes. Com a atividade das bactérias, essa fase é caracterizada por vermelhidão e sangramento da gengiva durante a escovação e o uso do fio dental.

Quando o paciente procura o dentista nesse estágio, o tratamento é mais simples, geralmente com uma profilaxia (limpeza feita no consultório), e o problema pode ser revertido.

2. Periodontite

Sem o tratamento adequado, a inflamação inicial pode evoluir para o segundo estágio, chamado de periodontite. Essa é uma condição mais grave, na qual a inflamação causa danos permanentes nos ossos e fibras que conferem sustentação aos dentes.

Ao chegar nesse estágio, o paciente pode apresentar retração gengival (a gengiva encolhe), alterações no paladar e mau hálito. Além disso, podem aparecer bolsas na gengiva, as quais estão repletas de bactérias e resíduos de alimentos e tendem a avançar cada vez mais, favorecendo a destruição dos tecidos e a formação de abscessos dentários.

Nesse estágio, ainda é possível recorrer a alguns tratamentos com o objetivo de conter o avanço da inflamação e evitar a perda dental.

3. Periodontite avançada

Trata-se do estágio final da gengivite, uma condição em que já houve a destruição das fibras e dos ossos que mantêm os dentes em suas posições. Em consequência, os dentes podem se deslocar, ficar moles e cair.

Essa é uma complicação que afeta a estrutura facial tão profundamente que pode até prejudicar a mordida e a mastigação.

Além disso, na periodontite avançada há o risco de as bactérias caírem na corrente sanguínea e provocarem uma infecção em órgãos distantes da cavidade oral, como coração e rins. Essa é uma situação muito grave que aumenta as chances de infarto, AVC, embolia pulmonar e falência renal.

Tratamento da gengivite

A gengivite não tem cura definitiva, mas seus sintomas podem ser controlados quando o tratamento é feito ainda no estágio inicial. Nos casos mais simples, a escovação feita com a técnica correta aliada ao uso do fio dental e o enxaguante bucal pode ser suficiente para que o problema regrida.

No entanto, o mais recomendável é sempre buscar a orientação do dentista. Além de avaliar o caso e recomendar as medidas que o paciente deve seguir, ele é o profissional capaz de propor o melhor tratamento para a gengivite. Conheça os principais:

1. Profilaxia

A profilaxia se trata de uma limpeza profissional, que é feita no consultório com o objetivo de remover placa bacteriana e o tártaro (placa endurecida e calcificada) acima da linha da gengiva.

Além de tratar a gengivite no primeiro estágio, essa é uma medida de prevenção para esse problema e as suas complicações. Por isso, recomenda-se fazer a profilaxia a cada seis meses.

2. Raspagem

Para casos mais sérios, com maior acúmulo de tártaro, o tratamento pode incluir uma raspagem subgengival, que remove a placa calcificada abaixo da linha da gengiva.

Essa técnica também promove a descontaminação das raízes dentárias, retirando as substâncias que prejudicam os tecidos ao redor do dente.

3. Medicamentos orais

Nos casos em que há infecção, pode ser necessário fazer um tratamento com antibióticos via oral para combater as bactérias. Em geral, também são utilizados anti-inflamatórios para controlar a dor e diminuir a irritação.

4. Extração de dentes moles

No último estágio da gengivite, quando os dentes não têm mais sustentação ou adotaram um posicionamento incorreto, o tratamento pode incluir a sua extração, pois os danos são irreversíveis.

Depois que a inflamação e a infecção forem controladas, o cirurgião-dentista poderá avaliar as melhores alternativas para repor os dentes perdidos.

5. Cirurgia para limpeza das bolsas

Quando o paciente apresenta bolsas de bactérias e pus muito profundas, o tratamento pode exigir uma cirurgia para abri-las e fazer a sua drenagem, evitando que a infecção se espalhe ainda mais.

Conforme os estágios da gengivite avançam, o tratamento se torna cada vez mais complexo. Por isso, a recomendação é ter uma boa higiene oral e manter consultas periódicas com o dentista para evitar que esse problema apareça ou se torne ainda mais grave.

Fonte(s): Minha Vida e Minuto Saudável